Huacachina e Paracas: deserto, sandboard e vida selvagem no Pacífico
Depois de alguns dias em Arequipa, Peru, seguimos de ônibus para Ica. De lá, pegamos um táxi até Huacachina, um pequeno oásis cercado por dunas gigantes no meio do deserto peruano.
Como chegamos à tarde, fizemos o check-in no hostel — que tinha uma piscina deliciosa no meio do pátio — e fomos explorar a vila. Huacachina é bem pequena: uma lagoa cercada por restaurantes, sorveterias, lojinhas e, claro, muito deserto. É um daqueles lugares que parecem improváveis quando você vê pela primeira vez.
Naquela mesma tarde compramos os passeios e partimos para a atração mais famosa da região: o passeio de buggy pelas dunas.
Reserve seu passeio com antecedência em Huacachina, Peru.
Eu sabia que seria divertido, mas não estava preparada para o nível de adrenalina. O buggy sobe e desce montanhas de areia em alta velocidade, quase como uma montanha-russa no deserto. Quem tem problemas de coluna precisa tomar cuidado, mas para quem pode fazer o passeio, vale muito a pena.
Durante o trajeto paramos em alguns pontos para admirar a vista. Lá de cima é possível ver Huacachina cercada por um mar de dunas, o que dá uma dimensão impressionante de como aquele oásis é pequeno diante do deserto.
E teve também uma das atividades mais divertidas da viagem: o sandboard. Foi uma experiência completamente diferente de tudo o que eu já tinha feito.
No dia seguinte fizemos um passeio de dia inteiro para Paracas, na costa do Oceano Pacífico. O nome "Paracas" vem do quéchua e significa algo como "chuva de areia", uma referência aos ventos fortes característicos da região.
A reserva é lindíssima. Passamos por praias, formações rochosas impressionantes e áreas onde é possível observar diversas espécies de aves, incluindo pelicanos.
O passeio também incluiu uma saída de barco para as Ilhas Ballestas. Antes de chegar às ilhas, vimos o famoso Candelabro de Paracas, um enorme geoglifo desenhado na encosta de uma colina à beira-mar. Até hoje não existe consenso sobre sua origem ou finalidade.
Nas Ilhas Ballestas, observamos leões-marinhos, pelicanos e muitas outras aves vivendo livremente. O lugar é conhecido como uma espécie de "Galápagos dos pobres", por permitir um contato tão próximo com a vida selvagem por uma fração do custo.
No fim da tarde retornamos para Huacachina para mais uma noite no deserto.
Foram apenas dois ou três dias, mas ficaram entre os momentos mais marcantes do mochilão. Entre dunas gigantes, passeios de buggy, sandboard, oceano, animais marinhos e paisagens que pareciam de outro planeta, Huacachina e Paracas me mostraram um lado do Peru que eu nunca imaginei encontrar.

